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Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro

Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro é uma escola de samba, das mais populares do Rio de Janeiro, atualmente está sediada na Rua Silva Teles, no bairro do Andaraí.

Foto: Marco Antonio Teixeira/UOL

Anteriormente era sediada na Rua dos Junquilhos, no bairro da Tijuca.

Foi campeã do Grupo Especial do Carnaval em 1960, 1963, 1965, 1969, 1971, 1974, 1975, 1993 e 2009.

História

Foi fundado em 5 de março de 1953 a partir da união de duas escolas de samba do Morro do Salgueiro: Azul e Branco e Depois eu Digo. A Unidos do Salgueiro, terceira escola existente naquela localidade e que tinha como representante maior o sambista Joaquim Calça Larga, não concordou com a fusão e, por esse motivo, ficou de fora. Mais tarde, desapareceu. Em seu primeiro desfile, com o enredo "Romaria à Bahia" em 1954, a Acadêmicos do Salgueiro surpreendeu o público e alcançou a terceira colocação, à frente da Portela.

O primeiro presidente do Salgueiro foi Paulino de Oliveira e nos anos que se seguiram, a escola ousou ao tratar de enredos que colocassem os negros em destaque, e não como figurantes. É exemplo marcante desse novo estilo, Navio Negreiro (1957). Mas foi em 1958, sob a presidência de Nélson Andrade, que a agremiação adotou o lema que traz até hoje: nem melhor, nem pior, apenas uma escola diferente. Foi Nélson Andrade o responsável pela ida do carnavalesco Fernando Pamplona para o Salgueiro, em 1960, dando início a uma grande mudança no visual da escola. Pamplona criou uma equipe formada por ele, o casal Dirceu e Marie Lousie Nery, Arlindo Rodrigues e Nilton Sá, revolucionou a estética dos desfiles das escolas de samba.Essa tendência foi reforçada com a chegada de Fernando Pamplona e, posteriormente, de Arlindo Rodrigues, que resgataram personagens negros que enriqueceram a história do Brasil, embora fossem pouco retratados nos livros escolares, como Zumbi dos Palmares (Quilombo dos Palmares - 1960), Xica da Silva (Xica da Silva - 1963) e Chico Rei (Chico Rei - 1964).

Na década de 1970, a escola consagra o jovem artista plástico Joãosinho Trinta, que foi aluno de Pamplona, nos memoráveis desfiles de 1971 Festa para um Rei Negro (samba composto por Zuzuca, tendo como carnavalesco Joãosinho Trinta com o qual obtém seu 5º título) e o bicampeonato em 74/75 com Rei de França na Ilha da assombração (samba composto em 1974 por Zé Di e Malandro tendo como carnavalesco Joãosinho Trinta que lhe rendeu seu 6º título do carnaval carioca) e As minas do rei Salomão (samba composto em 1975 por Nininha Rossi, Dauro Ribeiro, Zé Pinto e Mário Pedra e tendo como carnavalesco Joãosinho Trinta com o qual conquistou seu 7º título).

Nos anos 1980 a escola amarga uma série de insucessos, disputas internas causaram afastamento de salgueirenses históricos e vê a ascensão de escolas como: Beija-Flor , Imperatriz e Mocidade Independente, cujos desfiles eram confeccionados por ex carnavalescos do Salgueiro, como Joãosinho Trinta, Arlindo Rodrigues e Rosa Magalhães. 

                                          Academicos do Salgueiro

 Foto: Marco Antonio Teixeira/UOL

O jejum de títulos é quebrado em 1993 com o surpreendente Peguei um Ita no Norte, de Mário Borriello, Demá Chagas, Arizão, Celso Trindade, Bala, Guaracy e Quinho e com o carnavalesco Mário Borriello, esse desfile foi responsável por um dos momentos mais inesquecíveis do carnaval carioca e por um dos melhores samba-enredo que a Sapucaí ouviu.

Nos últimos anos seu carnaval foi feito pelo carnavalesco Renato Lage que foi discípulo de Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues. Com a morte dos patronos Maninho e Miro Garcia, a vermelho-e-branca precisou mais do que nunca se unir para apresentar um grande desfile com o enredo Do fogo que ilumina a vida, Salgueiro é chama que não se apaga. O desafio foi vencido. O excelente desenvolvimento do enredo de Renato Lage e Márcia Lavia contava a história e a importância do fogo para a humanidade. A plástica do tema iluminou os carnavalescos a criarem um belíssimo trabalho de cores quentes e formas originais inspirados no elemento. O Salgueiro desfilou com uma garra que há muito tempo não se via. Exceto por problemas em duas alegorias, que tiveram dificuldade de passar pelas árvores não podadas da Presidente Vargas, a escola foi extrema em sua excelência e incendiou a avenida, credenciando-se ao título. Porém, na abertura dos envelopes, apenas a 5ª colocação foi reservada à escola.

Golpe maior a escola sofreria no ano seguinte, quando levou para a avenida o enredo Microcosmos, o que os olhos não veem, o coração sente, criado por Renato Lage e Márcia Lávia. Já contando com a estrutura do barracão na Cidade do Samba, a escola sentiu o peso de abrir o desfile do Grupo Especial, com um público ainda frio e pouco receptivo. O resultado final foi a 11ª colocação, a pior da história do Salgueiro.

Para se reerguer, em 2007 o Salgueiro foi em busca de suas raízes para encontrar, na África Oriental, a história das Candaces, rainhas negras que governaram o Império Meroe, sete séculos antes de Cristo. Tudo pareceu perfeito para mais uma vitória - ou pelo menos o vice-campeonato. A escola fez um desfile brilhante e saiu aclamada pelo público e pela imprensa como postulante ao título. Uma boa colocação parecia certa para a escola (e para o público em geral). Essa expectativa durou apenas até a leitura das primeiras notas, na quarta-feira de cinzas. Inexplicavelmente os jurados deram notas baixas à escola. Afastada da luta pelo campeonato, o Salgueiro terminou a apuração em 7º lugar. Em 2008, falando sobre a cidade do Rio de Janeiro, o Salgueiro conquista o vice-campeonato.

                                           Academicos do Salgueiro

Foto: Marco Antonio Teixeira/UOL 

Carro abre-alas no campeão de 2009, quando o Salgueiro sagrou-se campeão.Após o vice-campeonato, o Salgueiro realizou eleições para a escolha da diretoria executiva, responsável pelo comando da escola no triênio 2008/2010. A vencedora foi a candidata da situação, Regina Celi Fernandes Duran, segunda mulher na história a presidir a escola.

Para 2009, a escola escolheu o enredo Tambor, de Renato Lage. O samba enredo vencedor foi composto por Moisés Santiago, Paulo Shell, Leandro Costa e Tatiana Leite.[3] Graças a a esse enredo, o Salgueiro ganhou o campeonato[4] deste ano, com um ponto de diferença da vice Beija-Flor e quebrando um jejum que durava 16 anos.

Para o carnaval de 2010, o Salgueiro desenvolveu com o carnavalesco Renato Lage, o enredo "Histórias sem fim" contado a história do livro, que vem da Antiguidade até os tempos modernos. no entanto terminou a apuração na 5º colocação.

Em 2011, o Salgueiro contou a história do cinema no Rio de Janeiro . O enredo foi desenvolvido por Renato Lage e com a volta de sua mulher, Márcia Lage. Além disso a direção resolveu fazer igual a escola-madrinha, com 3 intérpretes: com efetivação de Leonardo Bessa e Serginho do Porto, que antes eram apoio do carro de som, ao lado de Quinho. Ronaldinho que estava na escola a 10 anos, foi substituido[5] por Sidcley, ex-mestre sala da Grande Rio. Maz fez um de seus piores desfiles, com problemas na entrada de três grandes carros, congestionamentos de alegorias na dispersão, comprementendo sua evolução e, principalmente, gerando uma punição de 1 ponto pelo estouro do tempo máximo em 10 minutos. Mesmo assim, a escola terminou na 5ª colocação, voltando para o desfile das campeãs.

Presidentes
Dentre os grandes presidentes do Salgueiro, podemos destacar dois. O primeiro foi o bicheiro Miro Garcia, que transformou a escola. Miro foi presidente do Salgueiro entre 1988 a 1993. e ainda fez seu sucessor, Waldemir Paes Garcia (Maninho). anos depois os dois foram presidente de honra e patrono. O segundo é Osmar Valença, que dirigiu a escola de 1978 a 1981.

Títulos
1960 - Quilombo dos Palmares
1963 - Xica da Silva
1965 - História do Carnaval Carioca - Eneida
1969 - Bahia de Todos os Deuses
1971 - Festa para um Rei Negro
1974 - Rei da França na Ilha da Assombração
1975 - O Segredo das Minas do Rei Salomão
1993 - Peguei um Ita no Norte
2009 - Tambor

                                           Academicos do Salgueiro

Foto: Marco Antonio Teixeira/UOL 

Prêmios
Estandartes de Ouro

Total de 68 prêmios:

Estandarte de Ouro (Escola): 1974, 1993,1994, 2000 , 2003 e 2009
Estandarte de Ouro (Enredo):1973, 1974, 1990, 1991, 1993, 2006 e 2009
Estandarte de Ouro (Samba-enredo): 1978
Estandarte de Ouro (Bateria): 1973, 1975, 1984, 1993, 1998, 2000, 2003 e 2008
Estandarte de Ouro (Mestre-sala): 1986, 1988, 1998, 2001, 2003 e 2004
Estandarte de Ouro (Porta-bandeira): 1982, 1985, 1986, 1991 e 2001
Estandarte de Ouro (Destaque Feminino): 1976, 1977 e 1980
Estandarte de Ouro (Destaque Masculino): 1973 e 1984
Estandarte de Ouro (Ala): 2008 e 2011
Estandarte de Ouro (Fantasia): 1974
Estandarte de Ouro (Personalidade Feminina): 1979, 1982, 1983 e 1986
Estandarte de Ouro (Personalidade): 1992, 1994 e 2003
Estandarte de Ouro (Revelação): 1992 e 2010
Estandarte de Ouro (Passista Masculino): 1981 e 2005
Estandarte de Ouro (Passista Feminino): 1978, 1983, 1985, 1987 e 2007
Estandarte de Ouro (Puxador): 1989
Estandarte de Ouro (Comissão de Frente): 1990, 1996, 2003 e 2005
Estandarte de Ouro (Ala de Baianas): 1986, 1988, 1989, 2005, 2007 e 2010
Estandarte de Ouro (Ala de crianças): 1993

Tamborim de Ouro

Total de Premios:6

Escola da Alegria (Escola):2007
Samba no pe (Passista Masculino):2006
Samba no pe (Passista Femenina):1999
Samba do ano (Samba):2003
Batuque do Povo (Bateria):2004,2009


Estrela do Carnaval

Desfile do ano:2008,2009
Melhor Carnavalesco:2009
Conjunto de Fantasia:2009
Comissao de Frente:2008

                                          Academicos do Salgueiro

 

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Quadra
Rua Silva Telles, 104
Andaraí - Rio de Janeiro - RJ - Cep.: 20541-110
Telefones: 21 2238-9226 / 2238-0389

Site: Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro

Fonte: Site UOL

Fonte: Academicos do Salgueiro - Wikipedia

 

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